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    ECONOMIA APRESENTA RETRAÇÃO EM FEVEREIRO, DIZ FGV

    A economia brasileira retraiu em fevereiro, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (18). O PIB retraiu 0,3% em fevereiro, quando comparado ao mês de janeiro, na série com ajuste sazonal. Para Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do […]

    A economia brasileira retraiu em fevereiro, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (18). O PIB retraiu 0,3% em fevereiro, quando comparado ao mês de janeiro, na série com ajuste sazonal.

    Para Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica.

    O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

    Na série com ajuste sazonal, no trimestre móvel terminado em fevereiro, a variação foi positiva em 0,6%, em comparação ao trimestre móvel terminado em novembro de 2017.

    Desempenho por setores no trimestre

    Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2017, o PIB foi positivo em 1,7%. Os destaques positivos são o crescimento das atividades de transformação (5,4%) e comércio (4,7%). Em contrapartida, a atividade agropecuária retraiu 1,7%, após 13 meses consecutivos de crescimento. No entanto, à exceção da transformação, todos as demais atividades industriais apresentaram retração. Já no setor de serviços, apenas a administração pública teve queda (-0,1%).

    O consumo das famílias apresentou crescimento de 2,5%. Apesar de todos os componentes do consumo das famílias terem apresentado taxas positivas, houve desaceleração do crescimento em comparação com a taxa trimestral móvel finda em janeiro. A exceção foi o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre findo em fevereiro, e havia crescido 8,9% no trimestre findo em janeiro.

    A formação bruta de capital fixo, que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens, continua em trajetória ascendente, com crescimento de 4,4%. O desempenho se deve, principalmente, a máquinas e equipamentos, que cresceram 17,2% no período. A construção continua em retração (-1,8%).

    A exportação apresentou crescimento de 5,5%. A exportação de produtos agropecuários continua sendo destaque, com crescimento de 39,1%, seguido de bens de capital (37,8%). Em contrapartida, a exportação de produtos da extrativa mineral segue em retração alcançando -21,6%, menor taxa registrada desde o trimestre móvel findo em junho de 2013 (-25,6%), explicada, principalmente pela queda da exportação de minério de ferro.

    A importação cresceu 2,8%, com destaque para o desempenho da importação de produtos agropecuários, que recuou 16,4%. De destaque positivo, a importação de serviços cresceu 8,1%. Com informações do portal G1.

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