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    Guerra Infinita é o filme definitivo da Marvel

    A união de núcleos cinematográfico da Marvel resulta em filme empolgante

    Em 10 anos de universo cinematográfico, a Marvel trilhou vários caminhos em busca de um tom ideal para suas produções. O estúdio teve bons resultados, com sarcástico Homem de Ferro (2008), o sério Capitão América 2: Soldado Invernal (2014), o entusiasmante Vingadores (2012) e os irreverentes filmes dos Guardiões da Galáxia. Após tudo isso era chegada a hora de levar aos cinemas um filme de culminância e estreou hoje (26) o longa que responde a isso: Vingadores: Guerra Infinita.

    Um filme corajoso. Não somente por encerrar um ciclo de 10 anos da Marvel Cinematic Universe, mas por tomar decisões consideradas inimagináveis para a fórmula Marvel de fazer filmes e por encontrar um ritmo que permitiu entrelaçar os mais distintos universos que a Marvel constituiu nos cinemas.

    O filme mostra a chegada do vilão mais temido do MCU, o titã louco Thanos. Com sua manopla do infinito, Thanos não é um antagonista que busca o poder pelo poder, ele tem um proposito: levar o equilíbrio ao universo. É possível, em certos momentos do filme, compreender a motivação do vilão, pois o que ele quer não é o domínio do universo, mas sua paz, de acordo com sua ótica. No entanto, esse equilíbrio tem um preço: genocídio da metade do universo.

    Essa ameaça pressupõe um perigo eminente para todo o universo. O longa é feliz ao mostrar que existe uma relação entre todo o universo da Marvel nos cinemas e mostra, ao apresentar diferentes cidades (e mundos), que a chegada de Thanos é um acontecimento que não escolhe lugar. O filme consegue muda sua fotografia a medida em que a tensão aumenta: no início, temos um cenário mais claro e dinâmico, mostrando, por exemplo o Tony Stark passeando em um parque, e segue a cores mais tensas, dando os contornos de épico aos acontecimentos que se seguem, como a batalha em Titã, berço de Thanos.

    O filme, com mais de 2h30, não cansa. Existe um equilíbrio entre a comédia, ação e drama, o que pode colocar os críticos mais ferrenhos da fórmula Marvel (cheia de humor) em silêncio. Com um grupo de personagens que unem núcleos de semideuses, magos, seres espaciais e humanos, Guerra Infinita consegue balancear o tempo de tela de cada personagem.

    Thanos, atrás de todo seu poder e cobiça pelas seis joias do infinito, não é totalmente insensível. O espectador pode, até, sentir a dor do titã em momentos de sacrifício de Thanos.

    Com tantos personagens, um alcança glória: o filho de Odin, Thor. Se em seu terceiro filme, Ragnarok (2017), vemos um Thor (Chris Hemsworth) que debocha de si mesmo, em Guerra Infinita ele assume um peso dramático que não é superado por nenhum outro herói. Quem também brilha é o Homem de Ferro. Tony Stark, vivido pelo magistral Robert Downey Jr, está no auge da sua maturidade como herói, mesmo carregando velhas intrigas de Guerra Civil. Steve Rogers (Chris Evans), que deixou de lado a estrela do Capitão América, é uma das pontas soltas deste filme pela falta de importância em tela.

    Uma das cenas mais emocionantes de todo o longa vem do personagem que é, claramente, o alivio cômico do filme: Homem Aranha. Não existe desenvolvimento de personagens, com exceção do Thanos, por um motivo até óbvio: é a culminância de todas as aventuras com heróis já apresentados em 18 filmes antecessores.

    A Marvel entregou o filme que prometeu. Ação e drama na medida certa. Os diretores, os irmãos Russos, foram felizes em suas escolhas, seja pelo time das lutas, desdobramentos para os próximos filmes e os finais de arcos, Guerra Infinita mostra que estrelas podem dividir a mesma tela sem ofuscar grandes nomes. Thanos mudou o universo e deu novo rumo para os filmes de heróis.

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