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    Solidez francesa conquista Copa do Mundo da Rússia

    Defesa sólida, meio de campo pegador e dois craques no ataque, fazem a diferença, e franceses derrotam croatas por 4 a 2

    Franceses erguem a taça de campeões do mundo na Rússia (Foto: El País)

    França é bi-campeão do mundo com gols de Manzukic (contra), Griezmann, Pogba e Mbappé, estabelecendo vitória inquestionável sobre a Croácia por 4 a 2. Os gols da Croácia foram de Perisic e Mandzukic (falha bizarra de Lloris).
    A vitória francesa na final culmina um desempenho sólido em todo transcurso da Copa do Mundo da Rússia. A seleção francesa, como também a brasileira, entraram na Copa como detentoras de sistemas defensivos sólidos e jogadores capazes de desequilibrarem favoravelmente na frente. A seleção francesa manteve durante todos os seus jogos a fama de defesa sólida, já a brasileira fraquejou diante da Bélgica, que nem conseguiu jogar todo esse futebel no confronto com a canarinha.

    Para todos os efeitos, se a seleção francesa conta com Dogba no centro de campo, bem à frente da zaga, a do Brasil tem a consistência daquele que pode ser considerado o melhor desarmador do mundo – Casemiro. A questão é que no jogo contra a Bélgica, o Brasil não pôde contar com Casemiro, punido com o segundo cartão amarelo, e Tite, ingenuamente, tratou de substituir seis por meia dúzia. Triste erro, substituir Casemiro por Fernandinho de maneira nenhuma era mudar um jogador por outro com as mesmas características. Fernandinho em momento nenhum da partida com a Bélgica teve desempenho semelhante a Casemiro.

    Nesse sentido, o que deveria fazer Tite? Falar agora pode até ser fácil, mas o técnico de uma seleção brasileira, calejado com jogos complicados à frente do Corinthians, time respeitado por seu sistema defensivo, não poderia ter se enganado como se fosse um comentarista de televisão. A substituição de Casemiro em jogo tão decisivo contra a Bélgica, que contava com um ataque rápido, forte e habilidoso, tinha que obrigatoriamente ter mudado a maneira do Brasil jogar na Copa da Rússia. Em outras palavras, sem Casemiro a seleção brasileira teria que ter entrado com dois jogadores de retenção na cabeça de área – aí sim poderia ser Fernandinho e Fred, ou até Fernandinho e Renato Augusto.

    Em contrapartida, a França em momento algum abdicou em nome de nenhuma mudança, de nenhum craque, sua condição de defesa forte, de prioridade absoluta na capacidade de se defender. Isto, mesmo contando com craques da envergadura de Griszmann e de Mbappé. Griezmann e Mbappé que, por sinal, não estiveram bem em todos os jogos, tiveram a tranquilidade de contarem com uma defesa sólida e com um meio de campo marcador e pegador.

    A França ganha uma Copa do Mundo que poderia ser brasileira ou até mesmo alemã, mas que vai para a conta dos azuis. Ganha sem jogar um futebol vistoso, aliás visto por poucas vezes nesta Copa – em algumas partidas da Bélgica e da própria Croácia, mas ganha porque foi certamente a equipe mais consistente e que soube “sofrer” com eficácia e utilizar seus craques com equilíbrio. Um lição disso tudo deve servir ao Brasil, não existe substituição de seis por meia dúzia, esse é um argumento gasto de comentarista que às vezes não tem o que dizer, e que não pode ser condutor de decisões de um técnico de equipe pentacampeã do mundo.

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