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    Jota Gomes relata o dramático assalto que sofreu em Rio do Fogo

    Mulher do conhecido repórter está passando pelos piores momentos depois do assalto, porque agora "é que a ficha está cainho" - reconhece Jota Gomes em áudio que distribuiu através dos grupos de whats app de que participa

    Estou aqui chocado com o relato que acabo de ouvir do meu antigo companheiro de trabalho, nos anos 80 e 90 na TV Ponta Negra, Jota Gomes.
    Nada menos que seis homens invadiram sua casa na Praia de Rio do Fogo e fizeram um rapa geral além de tê-lo agredido e à sua esposa.
    Num confronto com os bandidos, um policial levou um tiro na cabeça e se encontra no Hospital Walfredo Gurgel entre a vida e a morte.
    A seguir a degravação do áudio que Jota Gomes postou em seu grupo de whats app:

    DEGRAVAÇÃO
    Transcrevo as partes mais importantes do áudio que o próprio Jota Gomes postou no whats app:

    – Foram momentos de terror. De pavor.
    Levei coronhadas. Desmaiei, minha mulher sofreu muitas agressões psicológicas. Seis homens dentro de casa, dois encapuzados.
    Levaram meu carro. Foi recuperado na manhã de sábado, lá depois da Escola de Jundiaí, pra quem já vai pra Serrinha, pra´queles lado de Bom Jesus. Num matagal. Muito danificado. E eu tou começando tudo do zero. Perdi tudo.

    Jota Gomes prossegue o seu relato:
    – Não perdi a vida nem minha mulher, mas o resto, perdi tudo. Até o estímulo.
    Eu que tanto amei a cidade de Rio do Fogo, a praia de Zumbi…
    Passei… mais de 30 anos (como repórter)… Sabia do sofrimento das pessoas com quem eu fazia reportagem, mas não sabia que a dor era tão grande como a que a gente sofreu e sentiu.
    Sabe o que é isso?
    Um Estado desgovernado, um país entregue a bandidos, onde só quem tem o poder de sonhar e de realizar sonhos, são os bandidos.
    O cidadão de bem, a cidadã de bem, não têm mais essa condição.

    PALAVRAS DE GRATIDÃO
    Procurando dominar a emoção e a revolta, Jota Gomes continua o seu relato:
    – Meu sonho de ter uma casa, no mínimo, razoável, confortável, para receber familiares e amigos foi por água abaixo.
    Não tou aqui chorando bens materiais, não. É uma vida inteira. Um sonho. Estou com 61 anos. Lutei muito na minha vida pra ter uma vida tranquila.
    Quero agradecer aqui ao sargento Sales, Galdino, Cabo Cruz, Roger… e todos os outros que se empenharam muito. Ao Cabo Nilson, que levou um tiro na cabeça e está no Walfredo Gurgel. Não sei qual o estado de saúde dele. A Marcão, da Polícia Civil, a Gonzaguinha, da Polícia Civil, que me atenderam muito bem na DEPROV. Meus filhos e minha mulher que estiveram comigo… minha mulher agora é que está passando pelo problema mais sério, que a ficha tá caindo.

    O DIA SEGUINTE
    Jota Gomes prossegue relatando o drama trágico que enfrentou junto com a esposa:
    – A gente está numa casa emprestada aqui, enquanto a gente aluga uma e, depois, quando estiver quase tudo normalizado, a gente vai voltar a se comunicar, pessoal.
    Meu carro está numa oficina em Natal, mas sem nenhuma previsão, porque a despesa é muito forte, muito alta.
    Enfim, agradecer a Deus por estar vivo, mas mostrar que, infelizmente, enquanto nosso aparelhamento de segurança pública é sucateado, não pelos nobres e valentes guerreiros – civis, militares e da guarda nacional, mas pelos governantes, que têm o poder da caneta.
    Que, para eles, para eles, punir um policial num confronto direto quando tomba um bandido, eles estão dando uma satisfação à sociedade. Eu nunca vi bala perdida sair de um bandido. Só sai da arma de um policial. E nem nunca vi, nenhum membro dos Direitos Humanos na casa de uma viúva ou dos pais de um policial. E isso é revoltante e extremamente desgastante. Confio na secretária Sheyla, no dr. Marcelino, no comandante geral da PM e no diretor geral da Polícia Civil. Mas, eles não podem fazer nada. Porque eles não têm o poder da caneta.
    Um forte abraço a todos.

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