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    Crise: Robinson divide responsabilidades e acusa senadores do RN de boicote

    Governador diz que sofreu boicote dos senadores Garibaldi e Agripino para evitar repasse do governo federal para colocar em dia pagamento de salários dos servidores

    Governador parte para o ataque no início da campanha

     

    O governador Robinson Faria está procurando dividir as responsabilidades pela debacle que se abateu sobre as finanças públicas do Rio Grande do Norte nos últimos anos. Em entrevista ao programa “RN Acontece”, na TV Bandeirantes, ao meio dia desta sexta-feira (3), Robinson não mediu palavras ao se defender do caos econômico que se evidenciou fortemente em seu governo e chamou a atenção, entre outras coisas, para o fato de ter herdado um estado economicamente falido de sua antecessora Rosalba Ciarlini.

    Procurando não admitir qualquer tipo de falha pessoal durante seus quase quatro anos à frente do governo do Estado, Robinson buscou argumentos e explicações para os problemas que se avolumaram em várias áreas de sua gestão. Tratando do problema que mais influi na alta rejeição popular ao seu governo, o do atraso no pagamento do funcionalismo estadual, Robinson Faria foi mais longe ainda, acusou políticos seus adversários de terem boicotado seus esforços para sanar a situação.

    Robinson disse que chegou a praticamente garantir um repasse do governo federal ao governo do RN com a finalidade de colocar em dia o pagamento do funcionalismo. Repasse que, segundo ele, já tinha sido dado, e não apenas uma vez, ao governo do Rio de Janeiro e a outras unidades da federação.

    O problema é que, segundo Robinson, enquanto ele e sua equipe tratavam em uma autêntica perigrinação pelos gabinetes ministeriais de Brasília para garantir o repasse, senadores do RN, seus adversários políticos, faziam o mesmo trajeto horas depois para evitar que o repasse fosse feito. Na entrevista, Robinson chegou a admitir que a ação de  boicote foi feita pelos senadores potiguares José Agripino Maia e Garibaldi Alves Filho. Segundo Robinson, Agripino e Garibaldi ainda não digeriram sua virória em 2014, e trabalham, ao lado de outros adversários, no propósito de “quanto pior, melhor”.

    O fato é que Robinson Faria só está trazendo à tona o suposto boicote dos senadores ao repasse federal para pagamento de salários dos servidores, vários meses depois do ocorrido e no início de uma campanha eleitoral na qual pretende garantir mais quatro anos de mandato à frente do governo do Rio Grande do Norte. O que, de fato, considerando que realmente o boicote aconteceu, levou Robinson Faria a não denunciar uma ação dessa dimensão na época da ocorrência?

    De qualquer forma, com a acusação feita por Robinson sobre um tema de tal gravidade, a palavra está agora com os senadores Agripino e Garibaldi.

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