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    JOSÉ AÉCIO COSTA: CHEQUE, ARMADILHA BANCÁRIA

    A rigor, ele nunca foi especial em nada. E sim, uma armadilha bancária. Entrou nele, fica difícil de sair e cada vez mais o correntista vai precisar dele, transformando-o em extensão de sua renda. Esse é o cheque especial, em que 46% dos usuários recorrem ao limite todos os meses, segundo pesquisa do SPC Brasil […]

    A rigor, ele nunca foi especial em nada. E sim, uma armadilha bancária. Entrou nele, fica difícil de sair e cada vez mais o correntista vai precisar dele, transformando-o em extensão de sua renda.

    Esse é o cheque especial, em que 46% dos usuários recorrem ao limite todos os meses, segundo pesquisa do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL.

    Mas 63% desconhecem valor dos juros cobrados. É aí que mora o perigo, porque as taxas bancadas são para lá de extorsivas, agiotagem pura, que no Brasil nunca tiveram limites.

    Clientes de bancos se valem dele para cobrir imprevistos quando o salário não é suficiente para as despesas de cada mês, como saúde e pagamento de dívidas.

    Aí quando recebe o salário, metade ou mais que isso é para cobrir o cheque, e o restante para tentar sobreviver, mas que nunca dá e novamente se recorre ao cheque especial.

    A partir daí forma-se um círculo vicioso em que o usuário dificilmente consegue sair, porque se torna humanamente impossível com juros que ultrapassam até 300% ao ano.

    Depois de tanta inadimplência, hein! hein! e embromações, governo e bancos tentam estabelecer novas regras para endividados saírem do tal cheque especial.

    Em resumo, oferecendo outras linhas de crédito menos ruins, ou seja, com juros menores. A pergunta é: vai dar certo? Sei não! Sei não! Desconfio, porque banqueiro não mata sua galinha de ouro.

    Jornalista, desde os tempos da Olivetti e da Remington nas redações, até hoje estou no batente da era digital do computador. Comecei como estagiário, depois profissional provisionado e em seguida passei pelos bancos da universidade federal para assegurar o canudo de papel. Na profissão iniciei como repórter de polícia. A seguir fui promovido a repórter geral, mais adiante setorista de política, fiz jornalismo de economia e não parei mais. Até chegar a repórter especial e ao status invejado de editor e colunista. Imaginem!!! Para garantir o pão nosso de cada dia, também estive trabalhando do outro lado da notícia como assessor de imprensa de assessorias privadas e públicas. Atualmente, escrevo essas mal traçadas linhas neste blog. E é só!

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